JCDECAUX: ACM NETO GOVERNA PARA OS RICOS. SUBÚRBIO? ORA, "NÃO DÁ LUCRO!"

Prefeitura e JCDecaux: na hora do corte, quem sofre é o subúrbio

Prefeitura e JCDecaux: na hora do corte, quem sofre é o subúrbio
Foto: Tácio Moreira/Metropress
Depois de muita insistência, finalmente os contratos de concessão do mobiliário urbano de Salvador para a JCDecaux e a Cemusa chegaram aoGrupo Metrópole. E nossas suspeitas, destacadas na edição de 31/3 do Jornal da Metrópole, confirmaram-se: por meio de aditivos, a Prefeitura de Salvador e a JCDecaux — que adquiriu a Cemusa em 2015 — reduziram drasticamente os serviços prestados na cidade, notadamente na área 2 da concessão, que representa os bairros do Subúrbio.
Não é necessário ser um grande observador para notar que o aditivo assinado pelo secretário Fábio Mota em dezembro de 2014 e pela concessionária trata de maneira diferente a Orla da cidade — tida como nobre — e o subúrbio. Se no primeiro aditivo firmado pelo Município, em 2003, ainda na gestão Antonio Imbassahy, as duas áreas receberam o mesmo cuidado, no acordo de 2014, na administração ACM Neto (DEM) os suburbanos perderam mais de um terço [ver quadro] dos equipamentos fornecidos pela Cemusa — que viraria JCDecaux meses depois.

Mais pobres perderam 50% das lixeiras

De acordo com o documento obtido pela Metrópole, o corte envolveu 1875 lixeiras — onde não há venda de espaço comercial —, dez sanitários especiais, nove totens de sinalização, sete colunas multiuso e cinco bancas de jornal. Houve ainda o aumento de 48 abrigos de ônibus — que têm exploração publicitária.
Além disso, sabe-se que, no subúrbio, o preço dos anúncios comerciais — de onde saem os recursos da JCDecaux para pagar a Prefeitura e retirar seus lucros — é menor. 
(Clique na tabela para ampliar)

Fábio Mota nega diferenciação

Procurado pela Metrópole, o secretário de Mobilidade, Fábio Mota, negou que a área do Subúrbio, que teve redução de um terço de seus equipamentos, tenha sido desfavorecida em relação à Orla.
A negativa é baseada em um parecer elaborado pela Procuradoria Geral do Município (PGM). “Não foi só em uma área, mas nas duas. Só que no Subúrbio tinha mais déficit de abrigo de ônibus. A gente tem hoje na cidade, instalados, deste contrato, uns 800 e poucos abrigos, e a demanda da cidade é bem maior. A gente tem 3.128 pontos. Não foi [desfavorecido], não, foi equilibrado”.
“O que se reduziu foi o número de equipamentos que não se usava mais. Do que adianta se ter lixeira na cidade se a Limpurb já bota lixeira?”, argumentou.  O parecer da PGM será publicado, na íntegra, no Metro1 nesta quinta-feira (7).

Outras questões explicadas

O secretário de Mobilidade respondeu também outros questionamentos da Metrópole a respeito do fim do fornecimento de placas de logradouros a partir de 2003. Mota explicou que não houve corte, uma vez que foi feita uma compensação em outro equipamento. “A Coelba e o Correio fizeram um convênio com a Prefeitura para começar a identificar logradouros, então se trocou, em 2003, por totens”, falou..
(transcrito do Metro1)

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