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A ABRIL, (falindo) QUER DAR UM GOLPE NA PRAÇA?

Os movimentos estranhos da Abril com a Caras

Alguns pontos chamam a atenção nesse desmonte da Editoria Abril.
Um dos expedientes utilizados por empresas em situação financeira insanável é justamente transferir seus ativos para uma outra pessoa jurídica e deixar a original explodir. Em sociedades anônimas, os acionistas não respondem com seus bens pelas dívidas da empresa.

No caso da Abril, há as seguintes peças do quebra-cabeça:
1.     As relações pouco nítidas entre os Civita e a Editora Caras, que está ficando com os títulos da Abril. Até agora transferiu para a Editora Caras "Aventuras na História", "Bons Fluidos", "Manequim", "Máxima", "Minha Casa", "Minha Novela", "Recreio", "Sou+Eu", "Vida Simples" e "Viva Mais", AnaMaria, Arquitetura & Construção, Contigo!, Placar, Tititi, Você RH e Você S/A. Os valores não foram informado. Os Civita têm participação no capital da Caras, mas não se sabe em que percentual.
2.     Se o título não é rentável para a Abril, com sua imensa tradição de revistas, por que seria para a editora Caras? Não faz sentido.
3.     O fato dos Civita terem faturado R$ 1,2 bi com a venda da Abril Educacional mas não terem aportado um centavo para a Editora Abril.
4.     O histórico de impostos atrasados da Abril, que em vários outros momentos se resolveu via Refis e companhia. E agora, não mais.
5.     O fato, conhecido, de que a empresa acumula passivos relevantes com o Fisco e com os bancos.
Não se sabe o que ocorrerá com Veja. O proprietário oficial de Caras, Jorge Fontevecchia, teve um diário na Argentina, “Perfil”, similar à Veja em suas baixarias. Fechou. Sua editora depende exclusivamente da revista Caras, que nos últimos anos vêm perdendo tiragem e receita de publicidade.
Por ocasião da morte de Roberto Civita, publicou um artigo com o título “Roberto Civita, mi maestro” (http://migre.me/saVbe). Nele narra a influência de Civita sobre ele, as parcerias que tiveram em algumas revistas.
Seria oportuno que Receita e Banco Central começassem a monitorar os negócios dos Civita, da Abril e da Caras.
Pode ser que não seja nada. Pode ser que seja.

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