EDEN VALADARES DEFENDE MARCO REGULATÓRIO DA MÍDIA.

"Sob o manto sagrado da liberdade de imprensa e expressão a 'velha mídia' segue atuando como centro de elaboração e ação política da oposição conservadora no Brasil."




"Todo dia ela faz tudo sempre igual..."
Semana após semana, o ritual se repete sem que nada de novo tire do curso a iniciativa das oligarquias que dirigem a grande mídia de desgastar o PT, seus aliados, a Presidenta Dilma, o ex-Presidente Lula ou qualquer quadro, programa ou símbolo que dialogue com o projeto popular.
Simples assim: revista qualquer publica 'denúncia' de alguém disse que ouviu um advogado ler um dossiê, supostamente transcrito pelas autoridades, acerca de um empréstimo legal sobre o qual se levanta suspeita e, a partir de ilações absolutamente absurdas, coloca-se nomes sortidos de petistas na matéria com o único propósito de justificar a foto e a manchete da matéria.
Ato contínuo, parlamentares da oposição correm para protocolar pedidos de investigação que, não por outro motivo, justificam uma nova chuva de declarações que, por sua vez, alimentam o noticiário dos veículos das mesmas oligarquias midiáticas até... até... até o próximo fim de semana, quando o ritual volta a se repetir.
Não é tragédia. É farsa.
Sob o manto sagrado da liberdade de imprensa e expressão - sim, conceituamos essas liberdades como fundamentais e parte importante dos direitos humanos, e por elas gerações da esquerda lutaram (e tombaram) - a 'velha mídia' segue atuando como centro de elaboração e ação política da oposição conservadora no Brasil.
Ruim para a democracia? Sim. Mas muito pior para os partidos que se reivindicam representantes desta parcela da sociedade, pois estão a reboque desta lógica e, como mostra ano a ano os resultados eleitorais, seguem sendo derrotados.
Nos resta defender a urgente e necessária regulação econômica da comunicação; colocar na agenda reformas fundamentais secularmente atrasadas, como a reforma agrária, urbana, tributária e política; e continuar na militância para que o PT avance, com mais profundidade, ao encontro de uma das suas missões principais que é tornar a política espaço de muitos, sem burocratização dos movimentos, garantindo o protagonismo da classe trabalhadora e emancipando cada vez mais pessoas, democratizando a participação e as decisões, fazendo da política, enfim, espaço de, com e para muitos - enterrando a velha tradição brasileira de que a política é um clube exclusivista.
O PT não pode admitir os espaços institucionais como as únicas arenas da disputa política. As ruas, as redes, as praças, as escolas e os chãos de fábrica são nosso ringue. E lá, moçada, é preciso disposição política para a formação, o diálogo, a construção e a mobilização política. À luta!"

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